O cheiro estava impregnado pelo quarto inteiro, o que não era difícil, visto que o quarto mais se parecia com um cárcere de tão pequeno quando comparado aos quartos que sempre tivera. Era um cheiro ardido, parecia incenso ou alguma erva queimada que não reconhecia, mas que era amarga e trazia consigo o cheiro de queimar. Seus olhos se abriam lentamente, captando, de início, somente a luz das velas no canto do cômodo. Quando sua visão desembaçou, pôde ver através das cortinas grossas e marrons, que balançavam com a brisa gélida, um feixe da luz de Althara no céu. Uma brisa gélida adentrava o quarto, e Willian sentia-na em seu rosto somente, pois estava coberto até o pescoço. Com o vento gélido acariciando seu rosto, Willian finalmente acordou, mexia os dedos por debaixo das cobertas, antes formigantes e respirava fundo, como se acordasse de um sono profundo. Ele tomou coragem e abriu os olhos, vendo um rapaz acendendo mais velas no quarto em movimentos leves, alto, talvez mais alto que ...